1) ‘Cerco regulatório’ ao Airbnb avança no Brasil e redefine mercado de locações de curta temporada

As facilidades de locação e oportunidades de rendimentos prometidas pelo Airbnb, Booking e outras plataformas de locação de curta temporada estão em xeque no Brasil. Nos últimos anos, uma série de regras e imposições começaram a regular o segmento, incluindo tributação específica, limites operacionais e regras municipais. Enquanto investidores levantam dúvidas, forçando as companhias a trabalharem para se adaptar a um novo cenário. A nível federal, a Reforma Tributária equipara locações de até 90 dias a serviços de hotelaria para fins de IBS e CBS. A regra vale para quem possui mais de três imóveis alugados e tem receita anual acima de R$ 240 mil.

2) Faturamento das bets chegou a 27% do MCMV em 2025 e acende alerta em incorporadoras

Em 2025, o faturamento das bets (R$ 37 bilhões) atingiu 27% do volume de vendas do Minha Casa Minha Vida, tornando-se o principal fator de endividamento das famílias brasileiras e dificultando o acesso à moradia. Como a maioria dos apostadores possui o perfil de renda do programa, bancos como Caixa e Bradesco endureceram a análise de crédito, restringindo financiamentos para usuários recorrentes devido ao alto risco de inadimplência e ao comprometimento da renda familiar.

3) O PIB da construção estagnou – não para as construtoras 

O desempenho econômico das construtoras no Brasil está melhor do que sugere o PIB do setor calculado pelo IBGE. Segundo uma estimativa feita pelo FGV Ibre, o PIB das construtoras teve uma expansão de 2,8% no ano passado, enquanto o IBGE mostra um avanço mais tímido, de 0,5%, praticamente uma estagnação. A diferença existe porque o calculo do IBGE tambem inclui as obras feitas por pessoas físicas (autoconstruções e reformas), que de fato caíram e influenciaram o resultado geral da construção civil. "O mercado informal da construção está menor porque o juro está muito alto para as famílias que precisam financiar suas obras, e isso acaba mascarando o resultado das construtoras, que conseguem crédito a taxas mais atrativas," Yorki Stefan, o presidente do Sinduscon-SP, disse ao Metro Quadrado.

4) Incorporadoras avançam em 2025, mas juro cria incerteza para 2026

No meio do caminho dos bons resultados das incorporadoras, divulgados neste mês, começou uma guerra no Oriente Médio. As oscilações que o conflito tem causado no câmbio e no preço do petróleo e o efeito sobre o ritmo da redução da taxa Selic prevista para 2026 ofuscaram os números do setor e explicam o sentimento negativo do mercado em relação as ações das companhias. Os resultados do quarto trimestre e o de 2025 fechado do setor foram positivos, afirma o analista de real estate do BTG Pactual, Gustavo Cambaúva. Mas é o futuro, principalmente para os segmentos de média e alta rendas, que mais preocupa os investidores.

5) Déficit habitacional recua no Brasil pelo segundo ano seguido

Pelo segundo ano consecutivo, o déficit habitacional apresentou um recuo e fechou 2024 em 5,77 milhões de moradias do país, segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) divulgada com exclusividade para o Valor pelo Ministério das Cidades. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apuraram quedas na necessidade moradias de 2023 para 2024. Por outro lado, Sul e Sudeste tiveram aumento. Após atingir o pico em 2022, quando a necessidade por moradias no país ultrapassou a marca dos 6 milhões, o déficit passou a cair gradualmente. Uma das explicações para o fato seria a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida em 2023. Em dois anos, a baixa foi de 7,1%. De 2023 para 2024, o número teve queda de 3,4%. Em termos relativos, esse déficit corresponde a 7,4% dos domicílios ocupados, o menor patamar da história, ante 7,6% de 2023.

6) Startup tenta criar nova categoria no mercado imobiliário investindo em 'imóveis sob pressão'

A Rooftop,p brasileira, tenta criar uma categoria no mercado imobiliário com aquilo que chama de "imóveis sob pressão" -isto é, propriedades com algum tipo de restrição, como dívidas, disputas judiciais ou dificuldade de liquidez. A companhia pretende transformar esses ativos em capital para os proprietários de forma menos custosa burocraticamente e emocionalmente. A tese parte de um diagnóstico de mercado. Segundo Daniel Gava, fundador da companhia, cerca de metade da população economicamente ativa no país tem algum tipo de restrição que dificulta o acesso ao sistema financeiro tradicional. O cliente que usa o serviço da Rooftop vende seu imóvel por 60% do preço avaliado para um fundo imobiliário controlado pela empresa. Ele, então, passa a pagar um aluguel para a companhia. Depois de um prazo pré-determinado, o ex-proprietário tem a opção de recomprar o imóvel por 80% do valor previamente acordado.

7) Crédito com garantia de imóvel avança e atrai novos players

O crédito com garantia de imóvel, conhecido como home equity, tem ampliado sua participação no mercado financeiro brasileiro e atraído novas instituições. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgados em novembro de 2025, indicam que a modalidade já movimentou mais de R$ 24 bilhões no país, impulsionada pela busca por linhas de crédito com juros mais baixos e prazos mais longos em comparação a opções sem garantia. O avanço ocorre em um ambiente marcado por custos financeiros elevados e maior seletividade na concessão de crédito.

8) STF interrompe julgamento sobre imunidade do ITBI após pedido de Dino

O STF interrompeu o julgamento sobre a cobrança de ITBI na integralização de capital social, após pedido de destaque do ministro Flávio Dino. O pedido de destaque é um mecanismo que retira um processo do julgamento virtual e o leva para julgamento presencial ou por videoconferência. Dessa forma, quando formulado, os votos já proferidos no ambiente virtual são anulados, e o julgamento é reiniciado do zero. No caso em questão, portanto, o placar parcial de quatro a um, até então favorável aos contribuintes, não mais valerá. O processo discute se empresas do setor imobiliário, como incorporadoras e administradoras de imóveis, têm direito à imunidade do ITBI ao transferirem imóveis para compor o capital social, prática comum em reorganizações societárias e na criação de holdings.

9) Brookfield compra a Tabas, reforçando seu negócio de multifamily

A Brookfield acaba de acertar a compra da Tabas, umap que atua na gestão de prédios destinados ao multifamily e que diz ter deixado para trás a maior parte dos processos judiciais que enfrentou nos ultimos anos. A aquisicao representa a entrada da Brookfield na gestao dos prédios de multifamily no Brasil. Até então, a gigante canadense só atuava como dona dos ativos, e era inclusive o principal cliente da Tabas. Quando começou a montar o seu portfólio, em 2021, a Brookfield já sabia que em algum momento teria que entrar na gestão e para isso enxergava dois caminhos: criar uma empresa propria ou comprar um player local. Pesou para a segunda alternativa a experiência de já ter a Tabas gerindo parte do portfólio que foi comprado da incorporadora Planta em 2022. "Montar uma operação de multifamily não é fácil, pois a parte tecnológica é muito relevante. A Tabas e uma empresa tech e vimos muito valor nisso, percebemos na performance dos ativos que eles tinham uma tecnologia diferenciada," André Lucarelli, o vice-presidente sênior de investimentos em real estate da Brookfield, disse ao Metro Quadrado.

10) Ronaldo compra cobertura em Miami por US$ 7,8 milhões

Ronaldo Fenômeno entrou na lista de astros do futebol que estão comprando casas em Miami. O ex-jogador da seleção brasileira comprou uma cobertura de US$ 7,8 milhões (cerca de R$ 41 milhões) em Bay Harbor Islands, uma ilha artificial ao norte da cidade, reportou a Bloomberg. O imóvel fica no Onda Residences, um condomínio recém-entregue de 41 unidades. A cobertura tem cinco quartos, sete banheiros e um rooftop com piscina privativa. Miami virou um destino recorrente para jogadores de futebol - dentro e fora de campo. A ida de Lionel Messi para o Inter Miami puxou essa leva, que tambem trouxe nomes como o espanhol Sergio Busquets e o uruguaio Luis Suarez. David Beckham, sócio do clube, já havia comprado uma mansão de US$ 72 milhões em Miami Beach. Com jogos da Copa do Mundo passando por Miami, a cidade ganhou ainda mais visibilidade no mapa esportivo global, ao lado de eventos como a Fórmula 1 e o Miami Open, de tênis.